"And Aubrey was her name,
a not so very ordinary girl or name.
But who's to blame?
For a love that wouldn't bloom.
For the hearts that never played in tune.
Like a lovely melody that everyone can sing,
take away the words that rhyme it doesn't mean a thing."
Aubrey - Bread [Composição de David Gates]
a not so very ordinary girl or name.
But who's to blame?
For a love that wouldn't bloom.
For the hearts that never played in tune.
Like a lovely melody that everyone can sing,
take away the words that rhyme it doesn't mean a thing."
Aubrey - Bread [Composição de David Gates]
Eu sempre quis conhecer a Aubrey. Sim, conhecer. Isso porque eu tenho certeza de que ela existiu. Ao contrário de tantas personagens que se inventa para serem protagonistas de canção [eu mesma faço isso com frequência nas canções da banda], a Aubrey existiu. Pode ser que ela não se chamasse exatamente Aubrey, nomes não comuns existem aos montes. Talvez ela se chamasse Chelsea ou Eleanor. Mas ela existiu.
Por que eu tenho essa certeza? Porque essa canção tem traços biográficos fortíssimos. Quem tiver dúvidas procure a letra inteira no Google. Eu escolhi publicar apenas as duas primeiras estrofes porque são o que me interessa neste texto. Contudo, a canção inteira é adorável. Melancólica e adorável. Isso porque a Aubrey é misteriosamente adorável. E é por isso que eu sempre quis conhecê-la. Se essa oportunidade existisse, eu diria: "Olá, Aubrey. Você é apaixonante. Obrigada por ter motivado essa canção. Eu te vejo como uma Musa lá da Grécia antiga. O David Gates foi somente seu Aedo."
Bem, agora vem a razão para que apenas as duas primeiras estrofes me interessem. Ainda que de forma parcial, recentemente eu conheci uma Aubrey. Eu conheci as duas primeiras estrofes da Aubrey ao menos. E no momento em que conheci, soube: aí está a Aubrey, ainda que incompleta.
Essa espécie de Aubrey apareceu assim, tal qual a Aubrey original: nem nome nem pessoa chamáveis comuns, mas a quem culpar? Para um amor que provavelmente não floresceria; para corações que nunca bateriam no mesmo tempo. Como numa adorável melodia que qualquer um pode cantar: tira-se as palavras que rimam e ela já não significa nada.
Em resumo: uma improbabilidade adorável. Mas improvável. E tentar concretizar o improvável pode até dar certo, mas é arriscado e nem sempre dá. Às vezes pode dar certo só por um tempo... mas se é/foi adorável, é/foi válido.
O fato é que Aubrey, enquanto canção, passou a me apaixonar ainda mais agora porque, de certa forma, eu a vivi. Agora, mesmo que incompletamente, eu a conheci.
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Por que eu tenho essa certeza? Porque essa canção tem traços biográficos fortíssimos. Quem tiver dúvidas procure a letra inteira no Google. Eu escolhi publicar apenas as duas primeiras estrofes porque são o que me interessa neste texto. Contudo, a canção inteira é adorável. Melancólica e adorável. Isso porque a Aubrey é misteriosamente adorável. E é por isso que eu sempre quis conhecê-la. Se essa oportunidade existisse, eu diria: "Olá, Aubrey. Você é apaixonante. Obrigada por ter motivado essa canção. Eu te vejo como uma Musa lá da Grécia antiga. O David Gates foi somente seu Aedo."
Bem, agora vem a razão para que apenas as duas primeiras estrofes me interessem. Ainda que de forma parcial, recentemente eu conheci uma Aubrey. Eu conheci as duas primeiras estrofes da Aubrey ao menos. E no momento em que conheci, soube: aí está a Aubrey, ainda que incompleta.
Essa espécie de Aubrey apareceu assim, tal qual a Aubrey original: nem nome nem pessoa chamáveis comuns, mas a quem culpar? Para um amor que provavelmente não floresceria; para corações que nunca bateriam no mesmo tempo. Como numa adorável melodia que qualquer um pode cantar: tira-se as palavras que rimam e ela já não significa nada.
Em resumo: uma improbabilidade adorável. Mas improvável. E tentar concretizar o improvável pode até dar certo, mas é arriscado e nem sempre dá. Às vezes pode dar certo só por um tempo... mas se é/foi adorável, é/foi válido.
O fato é que Aubrey, enquanto canção, passou a me apaixonar ainda mais agora porque, de certa forma, eu a vivi. Agora, mesmo que incompletamente, eu a conheci.
Taí a música.
4 comentários:
:)
uma coisa:
-pq não?
pq julgar certo o incerto? pq tomar possibilidades como verdades? pq projetar vivência se todo aquele pensamento pouco concreto acaba na decadência?
[uhul, estou rimando o/]
so, idéias não valem nada se não concretizadas.
Pra manter a analogia com flores, cito Robert Herrick (in 'To The Virgins, To Make Much Of Time'):
"Gather your rosebuds while ye may
Old Time still a-flying;
And this same flower that smiles today,
Tomorrow will be dying."
lindo.tb amo essa musica..adorei o blog!Parabéns
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