<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1567041550219177196</id><updated>2011-07-28T20:07:23.821-03:00</updated><category term='teorias'/><category term='observar e rir'/><category term='blogueiros'/><category term='aceitação.'/><category term='carnaval'/><category term='música'/><category term='contexto'/><category term='comportamento'/><category term='título'/><category term='frustração'/><category term='retórica'/><category term='cotidiano'/><title type='text'>Retórica pra boi dormir</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567041550219177196/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Paloma Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08411457809740675645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SBzkIUIk3qc/TDFlKOlmcDI/AAAAAAAAAOc/Y422gNP04Uk/S220/bah12.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1567041550219177196.post-1894438898517943447</id><published>2009-07-09T22:23:00.010-03:00</published><updated>2009-07-09T22:33:34.046-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='observar e rir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teorias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Rock é árvore</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.nonsense.com.br/nonsense/jpeg2.asp?arq=zoom238.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 162px; CURSOR: hand; HEIGHT: 176px" alt="" src="http://www.nonsense.com.br/nonsense/jpeg2.asp?arq=zoom238.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu tenho uma teoria. Não, não, na verdade é uma alegoria. Talvez uma teoria alegórica... é, é isso mesmo: uma teoria alegórica. Ela se consiste e se resume na seguinte assertiva: "Rock é árvore".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já prestou atenção na quantidade de árvores que existem no mundo? No tanto de espécies diferentes delas? Na quantidade de formatos e tamanhos e cores e texturas que elas, tanto entre espécies quanto dentro de uma única espécie, têm? Pois é, eu também. E já reparou que, ainda assim, sempre que você vê uma árvore, você consegue dizer que aquilo é uma árvore? Se estiverem na sua frente um arbusto, uma moita, uma trepadeira e uma árvore, você consegue diferenciar a árvore dos demais, mesmo que todos eles tenham folhas e sejam verdes e sésseis, não é? É óbvio que sim. Mas o fato não deixa de ser interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde entra o rock nesta história? Vamos lá, eu mostro. Já prestou atenção na quantidade de rock que existe no mundo? No tanto de sub-estilos diferentes dele? Na quantidade de tempos e ritmos e inspirações e pesos que ele, tanto entre sub-estilos quanto dentro de um único sub-estilo, tem? Pois é, eu, novamente, também. E já reparou que, ainda assim, sempre que você ouve uma canção de rock, você consegue dizer que aquilo é rock? Se você ouvir em sequência uma canção blues, outra jazz, outra funk [como James Brown, não aquelas coisas cariocas] e outra rock, você consegue diferenciar o rock dos demais estilos, mesmo que todos eles tenham bateria, guitarra, contra-baixo e vocal, não é? É óbvio que sim. Mas o fato não deixa de ser novamente interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repare: quantos ipês amarelos você já viu na vida? Vários, suponho [ainda mais se você for mineiro]. Não houve um ou alguns que eram muito mais vistosos, muito mais bonitos de se ver do que outros? Afirmativo, certo? E você foi capaz de concluir isso mesmo que a espécie dos ipês amarelos fosse a sua preferida. Em outras palavras: mesmo se você gosta de todos os ipês amarelos, alguns exemplares da espécie são muito mais admiráveis. Agora repare mais uma vez: quantas bandas de indie rock você já ouviu na vida? Ou de rock progressivo, classic rock, não importa, escolha seu sub-estilo preferido. Escolhido? Continuemos. Quantas bandas desse sub-estilo você já ouviu? Várias, suponho. Não houve uma ou algumas que eram muito mais legais, muito mais "vistosas", muito mais agradáveis de se ouvir do que outras? E você foi capaz de concluir isso mesmo que o indie rock [ou o seu outro sub-estilo escolhido] fosse o seu preferido. Em outras palavras: mesmo se você gosta do estilo indie rock como um todo, algumas bandas desse estilo são muito mais admiráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá, é inegável a semelhança! Rock é árvore, meus amigos. É a alegoria mais funcional que eu já criei na vida! Rock é árvore, espécie é estilo, exemplar da espécie é banda. Folha verde é guitarra, fotossíntese é ritmo, tronco é bateria. Flor é uma espécie de pandeirola: alguns têm, alguns não. A altura e o tamanho das árvores são como o peso das canções: umas tem muito, outras nem tanto. Mas sempre que houver tais características, você vai poder chamar a canção de rock e a planta de árvore. E nem venha querer chamar arbusto de punk rock. Arbusto é, no máximo, um jazz meia boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;&lt;/small&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;small&gt;&lt;/small&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;small&gt;&lt;/small&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;small&gt;&lt;/small&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;small&gt;&lt;/small&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;small&gt;&lt;/small&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;small&gt;&lt;/small&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;small&gt;Imagem retirada de uma camiseta da &lt;a href="http://www.nonsense.com.br/nonsense/produtos_descricao.asp?codigo_categoria=238&amp;amp;tip=&amp;amp;cor=&amp;amp;tam=&amp;amp;mod="&gt;Nonsense&lt;/a&gt;. &lt;/small&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1567041550219177196-1894438898517943447?l=retoricapraboidormir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/feeds/1894438898517943447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1567041550219177196&amp;postID=1894438898517943447&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567041550219177196/posts/default/1894438898517943447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567041550219177196/posts/default/1894438898517943447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/2009/07/rock-e-arvore.html' title='Rock é árvore'/><author><name>Paloma Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08411457809740675645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SBzkIUIk3qc/TDFlKOlmcDI/AAAAAAAAAOc/Y422gNP04Uk/S220/bah12.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1567041550219177196.post-9005245506224218357</id><published>2009-05-26T23:49:00.007-03:00</published><updated>2009-05-27T00:09:00.182-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Aubrey.</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;"And Aubrey was her name,&lt;br /&gt;a not so very ordinary girl or name.&lt;br /&gt;But who's to blame?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For a love that wouldn't bloom.&lt;br /&gt;For the hearts that never played in tune.&lt;br /&gt;Like a lovely melody that everyone can sing,&lt;br /&gt;take away the words that rhyme it doesn't mean a thing."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aubrey - Bread [Composição de David Gates]&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sempre quis conhecer a Aubrey. Sim, conhecer. Isso porque eu tenho certeza de que ela existiu. Ao contrário de tantas personagens que se inventa para serem protagonistas de canção [eu mesma faço isso com frequência nas canções da banda], a Aubrey existiu. Pode ser que ela não se chamasse exatamente Aubrey, nomes não comuns existem aos montes. Talvez ela se chamasse Chelsea ou Eleanor. Mas ela existiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que eu tenho essa certeza? Porque essa canção tem traços biográficos fortíssimos. Quem tiver dúvidas procure a letra inteira no Google. Eu escolhi publicar apenas as duas primeiras estrofes porque são o que me interessa neste texto. Contudo, a canção inteira é adorável. Melancólica e adorável. Isso porque a Aubrey é misteriosamente adorável. E é por isso que eu sempre quis conhecê-la. Se essa oportunidade existisse, eu diria: "Olá, Aubrey. Você é apaixonante. Obrigada por ter motivado essa canção. Eu te vejo como uma Musa lá da Grécia antiga. O David Gates foi somente seu Aedo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, agora vem a razão para que apenas as duas primeiras estrofes me interessem. Ainda que de forma parcial, recentemente eu conheci uma Aubrey. Eu conheci as duas primeiras estrofes da Aubrey ao menos. E no momento em que conheci, soube: aí está a Aubrey, ainda que incompleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa espécie de Aubrey apareceu assim, tal qual a Aubrey original: nem nome nem pessoa chamáveis comuns, mas a quem culpar? Para um amor que provavelmente não floresceria; para corações que nunca bateriam no mesmo tempo. Como numa adorável melodia que qualquer um pode cantar: tira-se as palavras que rimam e ela já não significa nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo: uma improbabilidade adorável. Mas improvável. E tentar concretizar o improvável pode até dar certo, mas é arriscado e nem sempre dá. Às vezes pode dar certo só por um tempo... mas se é/foi adorável, é/foi válido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que Aubrey, enquanto canção, passou a me apaixonar ainda mais agora porque, de certa forma, eu a vivi. Agora, mesmo que incompletamente, eu a conheci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;______________________________________________&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taí a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="265"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dwdTcoUHfkw&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dwdTcoUHfkw&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1567041550219177196-9005245506224218357?l=retoricapraboidormir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/feeds/9005245506224218357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1567041550219177196&amp;postID=9005245506224218357&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567041550219177196/posts/default/9005245506224218357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567041550219177196/posts/default/9005245506224218357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/2009/05/aubrey.html' title='Aubrey.'/><author><name>Paloma Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08411457809740675645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SBzkIUIk3qc/TDFlKOlmcDI/AAAAAAAAAOc/Y422gNP04Uk/S220/bah12.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1567041550219177196.post-4123438647474444478</id><published>2009-05-13T00:37:00.000-03:00</published><updated>2009-05-13T00:49:21.706-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='observar e rir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='retórica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aceitação.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>O observar e rir.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cache2.asset-cache.net/xt/6294-000344.jpg?v=1&amp;amp;g=PHO&amp;amp;s=1"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 124px; CURSOR: hand; HEIGHT: 170px" alt="" src="http://cache2.asset-cache.net/xt/6294-000344.jpg?v=1&amp;amp;g=PHO&amp;amp;s=1" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Observar e dar risadas - essa é a técnica que venho usando há uns dois anos para suportar a sociedade. Ela é a estratégia social mais simples e eficaz que fui capaz de sintetizar em vinte anos de vida. A mais aplicável, a menos problemática e, principalmente, a mais útil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consiste-se no que ela mesma diz: olhar e rir. Olhar para a mediocridade e rir. Olhar para a injustiça e rir. Olhar para o incompreensível e rir. Olhar até mesmo para o engraçado e rir. Mas não uma risada audível, não uma risada em ondas sonoras propagáveis. A risada a que me refiro é dessas risadas psicológicas que damos, dessas em que nosso semblante fica praticamente inalterado, mas sabemos que nossa cabeça está achando a maior graça. Esse tipo de risada não reflete exatamente um deboche, mas um tipo de aceitação sarcástica e, ao mesmo tempo, de benevolência passiva em relação à sociedade como um todo, incluindo nós mesmos. Ao ser dado, esse tipo de risada meio que serve como uma resposta-solução que se dá a si próprio para o que não tem solução real. Simplesmente olha-se para a situação problema, seja ela qual for, e, na inexistência de uma solução para ela, dá-se risadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, essa ação é inegavelmente reconfortante por mais que eu tenha consciência de que ela seja paliativa. Ser paliativo não nega ser reconfortante. E se vale a máxima "Dos males, o menor", eu a aplico à minha assimilação da sociedade desse jeito que contei. Se ser paliativo é o mal menor no meu processo de convivência com a sociedade, então que seja. Já me dou por satisfeita - e ainda dou risadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um fato: eu nunca fui faficheira nem nunca vou ser. Não quero mudar o mundo não, obrigada. Se ele é assim, se a sociedade é assim, se eu estou dentro deles, então ótimo: jogo conforme as regras e sinto-me recorrentes vezes enojada, mas respiro fundo e dou minhas risadas mentais. Isso não elimina minha capacidade reflexiva [tá aqui o blog que não me deixa mentir] e serve como atenuante do incômodo que a consciência do meu papel quase insignificante traz. Além disso, essa prática ainda me dá um certo orgulho por ser tão simples e eficaz, como já disse. Olho para a minha própria invenção e me orgulho dela por ser tão banal, mas tão aplicável; tão simplória, mas tão versátil; tão egoísta, mas tão pacífica. Olho para essas propriedades da minha técnica e detecto o quão medíocre ela pode ser, mas o quão grandiosa pode se tornar, mesmo que seja numa busca por paz de espírito. A própria técnica se recebe, então olho para ela e dou risadas por sua existência. E isso me deixa paliativamente satisfeitíssima.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1567041550219177196-4123438647474444478?l=retoricapraboidormir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/feeds/4123438647474444478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1567041550219177196&amp;postID=4123438647474444478&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567041550219177196/posts/default/4123438647474444478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567041550219177196/posts/default/4123438647474444478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/2009/05/o-observar-e-rir.html' title='O observar e rir.'/><author><name>Paloma Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08411457809740675645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SBzkIUIk3qc/TDFlKOlmcDI/AAAAAAAAAOc/Y422gNP04Uk/S220/bah12.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1567041550219177196.post-1132105586845293660</id><published>2009-04-11T10:42:00.010-03:00</published><updated>2009-04-11T23:53:01.222-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='observar e rir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>A necessidade de propagar conquistas.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SBzkIUIk3qc/SeCh4wFsYrI/AAAAAAAAAJk/O4h4z7tTJQs/s1600-h/82190254.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323432755905454770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SBzkIUIk3qc/SeCh4wFsYrI/AAAAAAAAAJk/O4h4z7tTJQs/s200/82190254.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Sim, lá vou eu analisar o comportamento do ser humano de novo. Eu deveria fazer Sociologia e não Letras. Tudo bem, nem todo mundo é perfeito. E é a partir daí mesmo que eu parto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "perfeição" por si só já é uma característica questionável. Isso pelo fato de que "perfeição" é um substantivo meio picareta. A classe de palavras "substantivo" contém as palavras que, dentre outras definições, dão nome aos seres, às coisas e às substâncias. Como eu nunca na vida vi a "perfeição" ou ouvi falar de alguém que tenha visto, suponho que ela não exista mesmo. Fica então existindo o substantivo "perfeição" para dar nome a quê? Ao que não existe? É, é exatamente isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Picaretagem detectada, sigo em frente. É claro que cada um tem seu jeito de mostrar para o mundo o quão nada perfeito é. Eu, por exemplo, às vezes não me aguento com a minha necessidade de interpretar e assimilar os motivos das pessoas para que elas façam o que fazem na vida, seja lá o que for que elas façam. Quer coisa mais chata? Quer mania mais cacoete social? Pois é, é uma das minhas formas de mostrar minha "nadaperfeição" para o mundo. Essa minha característica pode incomodar alguém e eu inclusive penso que incomoda, eu só não sei quem. E se incomoda, é porque é detectável. É porque, na realidade, todas as nossas "formas de mostrar ao mundo o quão nada perfeitos somos" são sempre detectáveis e detectadas por alguém, mesmo que esse alguém seja desse povo que, como eu, fica interpretando e assimilando os motivadores da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, finalmente chego ao título [minha capacidade altíssima de concisão deve ser outra das minhas "nadaperfeições"]. Nesses últimos dias, a "nadaperfeição" que mais vem me chamando a atenção, e me colocando a pensar também, é a necessidade de propagar conquistas. Falando assim, sem maiores explicações, isso não parece exatamente algo criticável. Propagar conquistas pode, inclusive, ser um ato saudável. É ótimo poder falar para a mãe que algo no trabalho deu certo ou contar para um bom amigo que se conseguiu uma meta almejada há alguns meses. A mãe e os bons amigos estão preparados para ouvir esse tipo de notícia quando ela aparecer porque são próximos, são confiáveis. Em outras palavras, propagar as próprias conquistas nesse círculo de afinidade é ótimo, vira motivo de felicidade geral, de comemoração, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema aparece quando o ser propagador das conquistas tem necessidade de sair difundindo-as ao Deus dará. Parece que de repente se torna imprescindível contar para pessoas que se mal conhece que se conseguiu alguma coisa, mesmo que essa coisa seja banal ou então previsível por qualquer um. Vamos lá, não dá para pensar que alguém com quem se trocou duas palavras na vida inteira faz questão de vir te falar que ganhou um descascador de batatas melhor do que o seu por pura ingenuidade e bondade no coração. Também não dá para pensar que um alguém de quem se tem notícias apenas por sites de relacionamento, como o Orkut, de repente te liga para contar que se viu na obrigação de se desculpar por ter conseguido a vaga que você desejava na fábrica de botões porque se sentiu verdadeiramente penalizado. Vamos descer do salto agora: que mané verdadeiramente penalizado! Isso é o exemplo mais nítido de necessidade de propagar conquistas. E a motivação para isso? Inflar o ego, afirmar-se perante a sociedade, mostrar que é subestimado de forma equivocada... pode ser tudo isso. Mas o mais importante é que essa ação denuncia, pelo menos para os olhos atentos, uma motivação anterior a tudo isso e que, sinceramente, é péssima para o propagador das conquistas: fica bem clara a necessidade que este tem ou tinha de provar alguma coisa para o seu ouvinte, de mostrar algo como "Olha, posso ser bom como você" ou "Está vendo? Sou capaz de te superar". Pois é, as possibilidades de ser bom como o ouvinte ou de ser capaz de o superar realmente ficam provadas, mas à custa de quê? Dessa denúncia plangente: "Sim, você sempre me incomodou, por isso estou tendo esta necessidade de te contar das minhas conquistas. Preciso me afirmar para você para me sentir bem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, valeu a pena a propagação? "Tudo vale a pena se a alma não é pequena", eu sei, Pessoa. Neste caso que contei a alma pode até ser grande, mas são pequenas as inteligências emocional e social. Pequeníssimas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1567041550219177196-1132105586845293660?l=retoricapraboidormir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/feeds/1132105586845293660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1567041550219177196&amp;postID=1132105586845293660&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567041550219177196/posts/default/1132105586845293660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567041550219177196/posts/default/1132105586845293660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/2009/04/necessidade-de-propagar-conquistas.html' title='A necessidade de propagar conquistas.'/><author><name>Paloma Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08411457809740675645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SBzkIUIk3qc/TDFlKOlmcDI/AAAAAAAAAOc/Y422gNP04Uk/S220/bah12.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SBzkIUIk3qc/SeCh4wFsYrI/AAAAAAAAAJk/O4h4z7tTJQs/s72-c/82190254.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1567041550219177196.post-3281266519083301826</id><published>2009-03-15T21:51:00.006-03:00</published><updated>2009-03-17T22:15:24.695-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frustração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Prática inexata.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cache4.asset-cache.net/xt/85151038.jpg?v=1&amp;amp;g=FKF&amp;amp;s=1"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 114px; CURSOR: hand; HEIGHT: 170px" alt="" src="http://cache4.asset-cache.net/xt/85151038.jpg?v=1&amp;amp;g=FKF&amp;amp;s=1" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Normalmente eu gosto de pensar no quanto as pessoas são diferentes e gosto mais ainda de comparar suas diferenças, sendo estas e aquelas de qualquer tipo. Isso quando é normalmente, quando tá tudo legal, tá tudo nos conformes, tá tudo caminhando harmoniosamente como deveria ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, essa minha prática deixa de ser prazerosa quando alguma coisa na minha vida desanda. A coisa desandada por sua vez tem, quase sempre, ligação com uma quebra de expectativa que eu sofro. Algo que uma pessoa faz para ou em relação a mim, sendo que esse algo não era previsível, e aí o meu gosto pela diversidade social desaparece. É aquela velha história: a gente só sente a dor quando o pé pisado é o nosso. Aí a máscara de "a boa entendedora e analista da sociedade" cai e eu fico sem chão, com raiva, com raiva de estar sem chão, com raiva de estar com raiva por estar sem chão e isso acaba que gera mais falta de chão e raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Êta vulnerabilidadezinha duma figa, odeio ela. Escondo ela até não poder mais. Até que eu mesma não mais a encontre. Mas ela é uma fulana difícil de ser vencida, o máximo que ela mesma permite é ser atenuada. E isso é extremamente frustrante. Isso dá mais raiva e mais ausência de chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uso a técnica do desenho animado, conto até dez. Durmo uma noite esperando o dia seguinte porque "amanhã é um novo dia". A frustração concentrada vai se diluindo, o chão vai até reaparecendo. Mas a raiva persiste. Persiste e se multifaceta: dá raiva não só da vulnerabilidade, mas também da impossibilidade de prever as diferenças entre as pessoas quando uma delas sou eu. Dá raiva, ainda, de esse meu gostar, o de comparar as diferenças, ser algo tão inexato: prazeroso e execrável. Interessante e assustador. Enriquecedor e desmotivante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Funciona assim com qualquer droga, né? Tem sempre a parte boa tentando camuflar a parte ruim. E o bom viciado vai usando, mesmo quando a parte ruim sobrepõe a boa. E eu que dizia não usar drogas...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1567041550219177196-3281266519083301826?l=retoricapraboidormir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/feeds/3281266519083301826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1567041550219177196&amp;postID=3281266519083301826&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567041550219177196/posts/default/3281266519083301826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567041550219177196/posts/default/3281266519083301826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/2009/03/pratica-inexata.html' title='Prática inexata.'/><author><name>Paloma Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08411457809740675645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SBzkIUIk3qc/TDFlKOlmcDI/AAAAAAAAAOc/Y422gNP04Uk/S220/bah12.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1567041550219177196.post-5249048931386698979</id><published>2009-02-22T18:14:00.006-02:00</published><updated>2009-02-22T18:39:09.447-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carnaval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>O poder sobrenatural carmático carnavalesco.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SBzkIUIk3qc/SaG0e_PPcZI/AAAAAAAAAIM/_H2mbeKxBqE/s1600-h/pierrot.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305720280483590546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 149px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SBzkIUIk3qc/SaG0e_PPcZI/AAAAAAAAAIM/_H2mbeKxBqE/s320/pierrot.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O carnaval sempre me deprimiu um pouco. Eu nunca gostei de música de carnaval, nunca gostei de povo no carnaval e nunca gostei de clima de carnaval. Entenda-se que eu estou falando de tudo isso nos tempos atuais. Quando eu vejo releituras de marchinhas feitas pelo Camelo ou pela Orquestra Imperial e quando leio sobre a história do Pierrot e da Colombina, tudo parece ser muito lírico, fantástico e desejável. Mas a situação "carnaval" de hoje é muito diferente disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carnaval, para os belorizontinos, resume-se, normalmente, a uma viagem para uma cidade qualquer do interior. Lá, os habitantes da capital sairão para as ruas, se embebedarão, dançarão músicas batucantes, dormirão aos montes e comprimidos numa casa alugada qualquer e se relacionarão com o maior número de pessoas possível. Para os não adeptos dessa prática, sobram as viagens para "retiros" ou "acampamentos", no caso dos católicos e evangélicos, ou a própria capital mesmo, com seus lugares vazios, sua ausência incomum de filas e seus garçons atendendo rapidamente, o que é impensável num dia comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, no carnaval, ando praticando a última opção: fico na capital mesmo. Pelo menos aqui há a minha cama, o meu travesseiro, a TV com seus canais em centenas e o silêncio. De noite há os mesmos programas e lugares de sempre que me divertem independentemente da data. Então vivo o carnaval como se fosse um fim de semana qualquer. Mas é inegável o fato de que no fundo há uma sensação de desconforto. É como se fosse uma sensação de inadequação e isso me incomoda, mesmo que sutilmente. Parece que o dia amanhece mais saudoso e uma espécie de melancolia calma toma conta de mim durante o decorrer do dia. Mas aí escurece e tudo fica bem de novo. É bem estranho e é uma sensação que só dá no carnaval. É como se fosse um carma desses dias de fevereiro, um poder sobrenatural deles que dita algo como "Ou você se adequa às nossas regras, ou vai ficar se sentindo esquisito até que nós nos retiremos". Como eu não consigo mesmo me adequar por não ver graça alguma nessa prática da migração para o interior, sofro com a sensação esquisita do carma carnavalesco anualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é uma sensação completamente distraível e convivível, principalmente pela certeza de que quarta tudo isso acaba, tudo volta ao normal. O poder sobrenatural &lt;em&gt;carmático&lt;/em&gt; carnavalesco vai embora e me dá mais um ano de sossego.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;center&gt;______________________________________________________&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quer trilha sonora mais adequada?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="320" height="265"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IV5yY8JDn_Y&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/IV5yY8JDn_Y&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1567041550219177196-5249048931386698979?l=retoricapraboidormir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/feeds/5249048931386698979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1567041550219177196&amp;postID=5249048931386698979&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567041550219177196/posts/default/5249048931386698979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567041550219177196/posts/default/5249048931386698979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/2009/02/o-carnaval-sempre-me-deprimiu-um-pouco.html' title='O poder sobrenatural carmático carnavalesco.'/><author><name>Paloma Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08411457809740675645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SBzkIUIk3qc/TDFlKOlmcDI/AAAAAAAAAOc/Y422gNP04Uk/S220/bah12.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SBzkIUIk3qc/SaG0e_PPcZI/AAAAAAAAAIM/_H2mbeKxBqE/s72-c/pierrot.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1567041550219177196.post-4942179147562363863</id><published>2009-02-15T04:32:00.006-02:00</published><updated>2009-02-16T21:55:42.160-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>O fool.</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;"Dia após dia&lt;br /&gt;sozinho na colina.&lt;br /&gt;O homem com o sorriso idiota se mantém perfeitamente parado,&lt;br /&gt;mas ninguém quer saber dele,&lt;br /&gt;todo mundo vê que ele não passa de um idiota&lt;br /&gt;e ele nunca responde a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O idiota da colina&lt;br /&gt;vê o sol se pondo&lt;br /&gt;e os olhos de sua face&lt;br /&gt;vêem o mundo girando à sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se sente bem no caminho,&lt;br /&gt;cabeça nas núvens,&lt;br /&gt;o homem com mil vozes fala alto o bastante&lt;br /&gt;mas ninguém nunca o ouve&lt;br /&gt;ou o som que ele parece fazer&lt;br /&gt;e ele parece nunca notar esse fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O idiota da colina&lt;br /&gt;vê o sol se pondo&lt;br /&gt;e os olhos de sua face&lt;br /&gt;vêem o mundo girando à sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)"&lt;br /&gt;(Tradução minha de parte de "The fool on the hill", música de The Beatles com autoria de Lennon/McCartney.)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Embora essa música seja creditada à famosa dupla Lennon/McCartney, hoje se sabe que ela é de autoria apenas de Paul McCartney. Aceitável, ela tem mesmo cara de música do Paul. Especulações diversas são feitas sobre a motivação de Paul ao escrevê-la. Uns dizem que ela fala sobre aquele Maharishi, o indiano doidão que o George Harrison seguia, outros dizem que ela fala de uma experiência meio espiritual que Paul teve ao caminhar perto de não sei aonde na Inglaterra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, a minha opinião é a de que essa música fala do próprio Paul em algum momento qualquer da vida dele. O "fool" da história tem muito do Paul, com certeza. É exatamente esse processo usado pelo Paul o processo que todo mundo usa pra pensar sobre si mesmo em muitos momentos da vida. Ao apontar os erros de terceiros, a gente se projeta nestes como numa tentativa de tornar nossos próprios erros mais aceitáveis, mais humanos. Ao apontar para si mesmo os equívocos, fraquezas e ignorâncias das outras pessoas, nós, quase sempre inconscientemente, nos confortamos. É um processo de auto-enganação cômodo e praticado por todo mundo, o que acaba o tornando quase saudável e legítimo, já que "todo mundo o pratica mesmo". Eu realmente não sei dizer se é errado, acho inclusive que não é. O "fool" acaba nos sendo muito útil e, se formos pensar, é bem provável que em algum momento da vida a gente já serviu de "fool" pra outra pessoa também, mesmo que a gente não saiba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de músicas e outras construções poéticas, a prática de se criar um "fool" imaginário não é menos comum do que na vida real. Taí o exemplo da música do Paul, que não é único. Todo mundo conhece uma música que conta das desventuras de um personagem errante qualquer, isso vai desde a "Natasha" do Capital Inicial, passando pelos "Velho e o Moço" dos Los Hermanos e chegando ao "Hotel Califórnia" do Eagles (que, inclusive, nos mostra que o "fool" nem sempre é uma pessoa física. O "Hotel Califórnia", embora seja um hotel, tem muito de humano, ou seja, é personificado). A construção do "fool" nesse tipo de arte acaba sendo, além de útil, uma prática bastante versátil porque frequentemente dá um toque de lirismo para o que é dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, também, além dessa possibilidade de adição de lirismo, uma ainda mais bacana: é a de que o "fool" do autor da música ou do poema possa se tornar o "fool" de outras pessoas quando essa música ou esse poema se torna público. Por vezes nos projetamos em "fools" de canções diversas e o mesmo personagem pode servir de "fool" para n pessoas diferentes, o que aponta mais uma vez para o fato de essa prática ser comum e natural, ainda que inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tais motivos, construir um "fool" imaginário ou escolher alguma terceira pessoa, em algum momento, como um "fool" pode ser muito aceitável e muito menos vexamoso do que me pareceu à primeira vista. Acaba sendo inclusive mais inteligente, porque fica mais fácil analisar a situação. Funciona da mesma maneira que uma pessoa "de fora" entende com mais clareza a briga entre um casal, por exemplo. Vendo "de fora", ou seja, construindo um "fool", a gente acaba saindo da posição de "suspeito para falar de si próprio" e enxerga o(s) problema(s) com mais clareza e desenvoltura. &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;center&gt;________________________________________________________&lt;/center&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para quem não conhece a música "The fool on the hill", faço o convite para que a ouça. Para quem conhece, faço o convite para que ouça de novo:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="265" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zDJ-015ojec&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zDJ-015ojec&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1567041550219177196-4942179147562363863?l=retoricapraboidormir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/feeds/4942179147562363863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1567041550219177196&amp;postID=4942179147562363863&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567041550219177196/posts/default/4942179147562363863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567041550219177196/posts/default/4942179147562363863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/2009/02/o-fool.html' title='O fool.'/><author><name>Paloma Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08411457809740675645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SBzkIUIk3qc/TDFlKOlmcDI/AAAAAAAAAOc/Y422gNP04Uk/S220/bah12.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1567041550219177196.post-4617507479617905780</id><published>2009-02-08T05:02:00.007-02:00</published><updated>2009-02-10T20:46:05.633-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='retórica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contexto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frustração'/><title type='text'>Eu não sei entender.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não sei entender as pessoas quando as comparo entre o dia em que as conheci e o dia da comparação. Sempre há uma discrepância entre os dois momentos vinda da diferença de contextos que elas constroem para eu assimilar. Todo mundo constrói um contexto ao conhecer alguém, um contexto sobre si prórprio que é interessante de ser assimilado pela pessoa a ser conhecida. Mesmo que não se fale "Eu sou isso, eu faço aquilo.", o contexto que cada um constrói de si próprio faz com que uma série de suposições e inferências sejam feitas pela nova pessoa que se está conhecendo. Inferências e e suposições essas sobre o dono do contexto, sobre quem constrói o contexto. Mas por esse contexto ser construído e transmitido pela pessoa mais suspeita - o ser ao qual o contexto faz referência - ele quase sempre é muito, muito tendencioso. Tendencioso nada, é muito enganador mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não sei se estou sendo clara, mas não dá para falar com clareza e objetividade de um assunto impreciso assim. O fato é que, tentando limpar os floreios das palavras, todo mundo, ao conhecer uma nova pessoa, tenta passar uma imagem de si que raramente corresponde inteiramente à realidade. Falando assim, tudo parece muito óbvio, mas a coisa é um pouco mais complexa. Isso porque "imagem" é uma coisa e "contexto" é outra. A segunda coisa é mais abrangente que a primeira e, por isso, mais imprecisa também. Mas se simplifica-se tudo, o que eu estou tentando dizer é mais ou menos essa coisa da imagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Bem, primeiro fato explicado. Sendo assim, passo à parte do "eu não sei entender". Eu não sei entender as pessoas quando eu comparo o contexto que elas me apresentaram no momento em que eu as conheci ao contexto real em que eu vejo que elas estão inseridas. Eu passo a construir uma série de suposições sobre os motivos que levaram aquela pessoa a contruir para mim aquele exato contexto com aquelas exatas características que não são exatamente o que se encontra na realidade. Eu fico refletindo sobre quais seriam os objetivos daquela pessoa ao me apresentar aquele determinado contexto e por que seria benéfico para ela me apresentar aquele determinado contexto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E quando eu chego a alguma conclusão, na maior parte das vezes essa conclusão é triste e desanimadora. É assustador perceber o quão ardiloso é o nosso cérebro e quão maquiavélicos podemos ser quando nos interessa obter alguma aprovação ou interesse vindos da pessoa a ser conhecida. Com o tempo, passam a ser absolutamente perceptíveis as escolhas de características que foram transmitidas e de palavras e colocações que foram usadas. E chegando a este ponto, é bom chamar atenção para este fato: isso é perceptível em ambos os lados. Logo, sim, eu sei que também faço isso. Mas não sei entender. Pior: tenho vergonha de entender. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Talvez pela existência dessa vergonha eu acabe me detendo à análise das construções de contexto extra-eu mesma. Mas eu sei que eu também faço isso. Eu estou inserida no sistema, eu jogo conforme as regras, é assim que é. Mas mesmo assim, eu não sei entender. Eu posso até tentar apontar uma série de motivos possíveis para que isso aconteça desse jeito, mas isso não é entender. Entender é mais profundo, entender é encontrar a razão para que isso seja, no mínimo, justificável. Mas essa razão não é clara para mim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu continuo sempre comparando o contexto criado pelas pessoas com o contexto visto por mim das pessoas e continuo me desanimando e não entendendo. Eu continuo, também, tendo vergonha de entender. E acho incluvise o que eu tenho é medo de entender.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1567041550219177196-4617507479617905780?l=retoricapraboidormir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/feeds/4617507479617905780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1567041550219177196&amp;postID=4617507479617905780&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567041550219177196/posts/default/4617507479617905780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567041550219177196/posts/default/4617507479617905780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/2009/02/eu-nao-sei-entender.html' title='Eu não sei entender.'/><author><name>Paloma Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08411457809740675645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SBzkIUIk3qc/TDFlKOlmcDI/AAAAAAAAAOc/Y422gNP04Uk/S220/bah12.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1567041550219177196.post-4500589099222646003</id><published>2009-02-06T03:26:00.006-02:00</published><updated>2009-02-06T03:34:31.335-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='título'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='retórica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blogueiros'/><title type='text'>Da motivação para o título.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Dicionário Houaiss, bíblia de todo bom estudante de Letras, diz que retórica é, entre outras coisas, a "arte da eloqüência, de bem argumentar, a arte da palavra" e o "emprego de procedimentos enfáticos e pomposos para persuadir ou por algo em discussão". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, tendo isso em mente e considerando-se os fatos de que nenhum texto é desprovido de características retóricas [por mínimas que sejam] e de que um blogueiro é sempre inerentemente retórico, o título deste blog não tem nada, absolutamente nada de criativo ou original. O óbvio ululante nunca é criativo ou original. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando se faz um blog, é interessante ir se pensando logo de cara que o motivo para que ele exista é algo em torno da necessidade do ego escritor mostrar o quanto pode ser retórico. Mas embora seja verdadeiro e interessante, esse pensamento parece ser... camuflado, esquecido. Ignorado, até. Isso não é muito nobre. A verdade mesmo é que blogueiros gostam de achar que dominam a arte da palavra e se orgulham por usar procedimentos enfáticos pra persuadir de forma pomposa. E essa verdade é óbvia, sim, por mais que ninguém fale dela. Funciona como a obviedade do fato de não ser agradável ir ao ginecologista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não deve ser entendido com isso, contudo, que a motivação do título foi tornar nobre a blogueira aqui. A intenção resultou de nada mais que uma necessidade de colocar as cartas na mesma desde já. Deixar tudo claro antes do começo do jogo tanto para mim quanto para as moscas leitoras. Quem escreve só porque escreve [em outras palavras, quem escreve sem ser pago por isso, só pelo prazer do escrever] quer mesmo é exercitar sua capacidade retórica e ficar com orgulho disso. Isso tudo, no final, não passa de retórica boba pra boi dormir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1567041550219177196-4500589099222646003?l=retoricapraboidormir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/feeds/4500589099222646003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1567041550219177196&amp;postID=4500589099222646003&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567041550219177196/posts/default/4500589099222646003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567041550219177196/posts/default/4500589099222646003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retoricapraboidormir.blogspot.com/2009/02/da-motivacao-para-o-titulo.html' title='Da motivação para o título.'/><author><name>Paloma Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08411457809740675645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SBzkIUIk3qc/TDFlKOlmcDI/AAAAAAAAAOc/Y422gNP04Uk/S220/bah12.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
